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Arte de rua em tempos de pandemia

Foto do escritor: Mayara Rosa
Mayara Rosa
26 de jun. de 2020
2 min de leitura

Com o decreto do isolamento social, muitos artistas ficaram sem o principal palco para a busca do pão de cada dia “a rua”.


Reprodução / Instagram

Em 26/02 o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso do novo coronavírus em São Paulo. Aproximadamente um mês depois foi decretada a quarentena, obrigando o fechamento de comércios e mantendo apenas os serviços sociais.

Neste cenário, encontram-se os trabalhadores autônomos do meio da arte de rua, que atualmente estão sem uma solução para garantir a renda diariamente.

A arte de rua é uma das mais importantes manifestações coletivas e cultural, ela é dominante nas grandes cidades, como uma forma de transmitir mensagens por meio da sociedade. A arte pode ser feita por meio de esculturas, pinturas, instalações, entre outros.

Geralmente eles se apresentam em locais públicos para divulgar seu trabalho ou levar o entretenimento para todas as pessoas. Vários artistas promovem a arte par a estimular a criatividade e seus conceitos.


 Exposição de Fábio Santis na Avenida Paulista
Reprodução/ Instagram. Exposição de Fábio Santis na Avenida Paulista

Fábio Santis, um artista que trabalha na Avenida Paulista, usando matérias primas, madeiras, sementes, materiais recicláveis.

Antes da pandemia ele trabalhava três vezes por semana expondo seus cartes e em alguns eventos ocasionalmente, porém, no momento ele está produzindo peças em casa.


“Trabalho com artesanato há 25 anos... comecei em uma época que estava sem perspectiva de emprego e as situações e coincidências me levaram a começar a fazer cartes e me encantei”, relata.

Frequentar pontos movimentados das cidades, que antes podia ser uma fonte de renda, tornou-se um risco de contaminação. Mas em tempos de pandemia, esses artistas estão sofrendo um impacto financeiro. Hoje, conta com o auxílio emergencial do governo e com contribuições espontâneas nas redes sociais.

Migrar ruas para os meios digitais tem, no entanto, um preço. Exige adaptações técnicas, operacionais, tecnológicas. Requer, entre outras coisas, uma conexão boa à internet e dispositivos aos quais a maioria dos artistas de rua não costuma ter acesso.

“É difícil se sustentar sem trabalhar. Espero poder voltar a expor, mesmo sabendo que vai ser difícil conversar e lidar com o público. Mas vamos nos readaptar com calma e cautela, é preciso”, concluiu.





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