Arte de rua em tempos de pandemia

Com o decreto do isolamento social, muitos artistas ficaram sem o principal palco para a busca do pão de cada dia “a rua”.

Em 26/02 o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso do novo coronavírus em São Paulo. Aproximadamente um mês depois foi decretada a quarentena, obrigando o fechamento de comércios e mantendo apenas os serviços sociais.
Neste cenário, encontram-se os trabalhadores autônomos do meio da arte de rua, que atualmente estão sem uma solução para garantir a renda diariamente.
A arte de rua é uma das mais importantes manifestações coletivas e cultural, ela é dominante nas grandes cidades, como uma forma de transmitir mensagens por meio da sociedade. A arte pode ser feita por meio de esculturas, pinturas, instalações, entre outros.
Geralmente eles se apresentam em locais públicos para divulgar seu trabalho ou levar o entretenimento para todas as pessoas. Vários artistas promovem a arte par a estimular a criatividade e seus conceitos.

Fábio Santis, um artista que trabalha na Avenida Paulista, usando matérias primas, madeiras, sementes, materiais recicláveis.
Antes da pandemia ele trabalhava três vezes por semana expondo seus cartes e em alguns eventos ocasionalmente, porém, no momento ele está produzindo peças em casa.
“Trabalho com artesanato há 25 anos... comecei em uma época que estava sem perspectiva de emprego e as situações e coincidências me levaram a começar a fazer cartes e me encantei”, relata.
Frequentar pontos movimentados das cidades, que antes podia ser uma fonte de renda, tornou-se um risco de contaminação. Mas em tempos de pandemia, esses artistas estão sofrendo um impacto financeiro. Hoje, conta com o auxílio emergencial do governo e com contribuições espontâneas nas redes sociais.
Migrar ruas para os meios digitais tem, no entanto, um preço. Exige adaptações técnicas, operacionais, tecnológicas. Requer, entre outras coisas, uma conexão boa à internet e dispositivos aos quais a maioria dos artistas de rua não costuma ter acesso.
“É difícil se sustentar sem trabalhar. Espero poder voltar a expor, mesmo sabendo que vai ser difícil conversar e lidar com o público. Mas vamos nos readaptar com calma e cautela, é preciso”, concluiu.




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